Você, caro leitor, já ouviu alguma vez esta palavra – tenho certeza que sim! Flamboyant, segundo o dicionário Michaelis, é o nome de duas árvores de belas flores, originárias de Madagáscar (Poinciana regia e Colvillea racemosa), da família das Leguminosas-cesalpiniáceas; flor-do-paraíso.
Há porém, um fato curioso que há muito vem chamando a atenção dos estudiosos do assunto quanto as suas sementes. Elas para que possam germinar necessitam sofrer a ação de uma pequena “lixada” na sua frágil casca pois caso contrário ela, sem esta ação, permanecerá em estado de dormência.
Assim como as sementes desta pitoresca árvore, encontramos indivíduos que parecem estar também em estado latente não se dando conta que as engrenagens da evolução não param um instante sequer na sua marcha contínua em direção ao futuro. E ali em estado quase vegetativo, acomodados na situação em que se encontram deixam de participar desta grande aventura.
Porém um fato surge quando a natureza em toda a sua sabedoria tenta despertar a atenção adormecida de seus colaboradores (ou seria moradores?), através de pequenas “lixadas”. É a perda de um ente querido dali, de um grande amor de lá ou uma oportunidade de ocupar um bom lugar no mercado de trabalho devido à ausência de uma qualificação a mais em seu “currículum vitae”. Enfim, são pequenos acontecimentos denominados como desgraças pelos mais pessimistas (que se dizem ser “realistas”) e como oportunidades de melhora pelos mais auspiciosos, que nos fazem repensar as nossas atitudes e traçar novas metas orientados, naquele momento, pela lição vivenciada.
Estamos, sem dúvida nenhuma, sujeitos, no nosso contínuo aprendizado, a sofrer as chamadas influências alterando o curso na maioria das vezes das nossas decisões. Porém é importante salientarmos que estas influências (boa ou más) que partem dos mais variados arquivos pessoais, só encontraram guarida em nosso coração se dermos a ela o terreno propício para o seu desenvolvimento. Em outras palavras: Se alimentarmos o nosso subconsciente com pensamentos e frases altamente resistentes a benéfica “lixada” em nossa casca, como aquele famoso “Não vai dar certo!” ou aquele velho “Não vou conseguir!” ou até mesmo o repetido “Há se eu tivesse mais sorte!”; certamente não atingiremos jamais os nossos objetivos. Devemos observar sempre o teor dos conselhos e das críticas que nos são direcionados abrigando somente aquelas que possam vir a nos auxiliar na nossa melhora pessoal e profissional. Caso isto não seja feito, iniciaremos (inconscientemente) a nossa caminhada derrotados e convencidos que não conseguiremos atingir com sucesso, por mais que nos esforcemos, os nossos objetivos
É preciso mudar com urgência as nossas atitudes tornando-as cada vez mais proativas. Por isso aproveitemos, neste momento, desta riquíssima lição das Flamboyant, fazendo com que as vicissitudes da vida sejam direcionadas ao nosso favor e em prol da nossa melhora e reforma íntima.
Afinal é apenas uma “lixadinha”. Não é mesmo?
Pense nisso! Um grande abraço e muito sucesso na conquista de seus objetivos!
Por: Marcos Ângelo Alves
(Escritor, palestrante motivacional e consultor comportamental)
No comments:
Post a Comment