Bem recentemente, estava em um restaurante (desses que vende comida pôr quilo), e pacientemente esperava a minha vez. De repente, uma garota, que aparentava gozar de umas dezesseis primaveras, sem mais nem menos e sem pedir licença entrou na minha frente, furando a fila, e pôs a se servir. Confesso, caros leitores que me senti como se estivesse invisível naquele momento, e aterrorizado com tamanha ação de indelicadeza e falta de respeito em relação as outras pessoas. Achei, após me recuperar, que a garota estivesse sozinha, mas para piorar ainda mais o quadro ela se fazia acompanhada de sua mãe que assistia a tudo sem dizer uma palavra sequer, como se aquele ato de “tomar” algo para si fosse a coisa mais normal do mundo. Tive vontade de chamar a atenção das duas “crianças” e mostrar o quanto elas estavam sendo desagradáveis, mas me contive. E ali mesmo naquele restaurante comecei a formatar as minhas idéias para de alguma maneira transferir para esta nossa coluna o fato ocorrido, para que não venhamos a cometer tais atitudes que depõem contra a nossa pessoa.
Infelizmente podemos perceber que a nossa imagem, como brasileiros, está um tanto quanto desgastada no exterior, devido a cenas e fatos como estes que descrevi acima. Certas pessoas se acham no direito de fazerem o que bem entendem, deixando de respeitar os limites das outras pessoas e nem se dando conta que no final desta “estrada” surpresas desagradáveis e infelizes o esperam de braços abertos.
Sabemos que as atribulações do dia a dia contribuem fortemente para que esqueçamos as boas maneiras. Nesta “selva de pedra” a ganância, a ambição desenfreada, a vaidade, etc. parecem falar mais alto que as boas virtudes. Eu disse parece... pois na realidade as grandes virtudes possuem um poder magnífico e de grandioso peso nos momentos da mais variadas decisões. Ainda estão na moda as palavras mágicas, onde o valor do “bom dia”, do “muito obrigado”, do “por favor”, etc. conseguem romper as mais difíceis barreiras, mostrando ótimas oportunidades de melhora pessoal e profissional.
Precisamos tomar cuidado e nos policiarmos para não “furarmos” as várias “filas” da vida que certamente irão surgir na nossa frente. O cultivo da paciência é uma ótima dica, o qual deve ser constantemente, e sem economia, colocada em prática nas nossas mais insignificantes ações.
Para encerrarmos a nossa coluna desta semana com chave de ouro, transcrevo a seguir uma bela lição de Confúcio, filósofo chinês que viveu entre 551 à 449 a.C., e que nos remete a repensar os nossos valores.
Certa vez perguntaram a Confúcio:
- "O que o surpreende mais na humanidade?"
Ele respondeu:
- "Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperá-la. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por não viver no presente nem no futuro... Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido."
Um grande abraço e votos de sucesso!
Por: Marcos Ângelo Alves
(Escritor, palestrante motivacional e consultor comportamental)
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