Thursday, February 28, 2013

“NOSSOS LIMITES”

Dentre os muitos questionamentos que tenho recebido e criteriosamente respondidos procuro sempre selecionar alguns que de uma maneira geral possa vir auxiliar outros leitores em sua vida pessoal e profissional. questionamentos como o de Ariany, leitora da nossa coluna, que assim expôs os seus sentimentos:
“Até que ponto os pais devem interferir na vida de seus filhos – Ariany”
Se nós interpretarmos de modo precipitado esta questão chegaremos a uma conclusão errônea deixando passar certos detalhes que mudam por completo o seu verdadeiro significado. Por isso diante de tal situação o bom senso nos chama a atenção e subjetivamente nos diz que o melhor caminho a seguir é o de observarmos a natureza real do ser humano e a sua verdadeira intenção. Porém, sabedores que “de boa intenção o inferno já está cheio” e longe de querermos disputar uma vaga neste terrível lugar, entendemos que precisamos compreender o que se passa realmente no coração das pessoas e utilizarmos destas informações para melhorarmos cada vez mais o nosso mundo particular.
Quando jovens, na maioria das vezes, achamos que os mais velhos são tolos e que vivem em uma época atrasada. Por outro lado quando nos tornamos velhos e com a certeza de que na verdade tolos são os jovens, instintivamente nos achamos no direito de conduzi-los, enquanto podemos fazer valer os nossos poderes de “super” pais. Talvez por isso deixamos, sem percebermos na maioria das vezes, que sejam levantadas certas barreiras entre nós e aqueles que tanto amamos.
Os filhos querem bater as suas asas e cuidarem de suas próprias vidas, mas esquecem, porém que não basta saber voar, mas sim o essencial... Saber para onde voar. Já alguns pais por não conseguirem assimilar o fato de que não são “donos” de seus filhos, mas sim depositários, por determinado período, da abençoada responsabilidade da paternidade acabam por cometer, na sua ânsia desenfreada de protegê-los, pequenas falhas que no final das contas acabam por resultar na sua perda de vez.
Poderíamos dizer que o sentimento da nossa leitora é de certa maneira justo por não ter a sua individualidade respeitada pelos seus pais, mas será que não é a única maneira que eles conhecem de tentar proteger a sua querida “filhinha” dos perigos do mundo? Será que não nos falta ter um pouco de paciência para com eles nestes momentos? Será que não estamos colhendo o que deixamos de plantar ao não demonstrarmos com as nossas atitudes que estamos realmente preparados pela educação e pelos exemplos vivenciados no seio familiar? Será que não está faltando uma conversa franca onde ambas partes possam falar e ouvir sem os famosos “segredinhos” o que realmente se passa em seus corações?
Quanto a pergunta da nossa leitora a resposta é:
“Nunca! Pois, pais equilibrados jamais devem interferir na vida de seus filhos desde que estes já tenham conhecimento suficiente para responderem por suas próprias ações”.
Um grande abraço, votos de sucesso e muito amor por aqueles que verdadeiramente dariam a vida por você – SEUS PAIS.

Por: Marcos Ângelo Alves
(Escritor, palestrante motivacional e consultor comportamental)

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