Monday, December 03, 2012

“TRANSFERINDO SONHOS”

Conheci certa vez um rapaz que cursava o último ano de Relações Públicas e que em um bate papo informal me confidenciou o quanto gastava e se identificava com o que estava fazendo. Porém um fato me chamou a atenção naquele nosso diálogo... alguns anos antes, ele estava no terceiro ano de Engenharia, mas desistiu por não estar gostando do que fazia. No início pensei “com os meus botões” que um planejamento bem feito ou um teste vocacional pudesse ter evitado todos aqueles anos os quais ele havia passado em uma faculdade e em um curso que não o realizava. Somente depois de um pouco mais de diálogo vim a descobrir que ele estava realizando um velho sonho de seu pai: “Ter um filho engenheiro”.
Ao exercermos o papel de pais e orientadores, podemos, se não tomarmos cuidado, cometer terríveis falhas, como no caso acima o de “querer transferir os nossos sonhos”. É muito comum escutarmos certos comentários de jovens casais, que ainda no período de gestação do esperado filho, demonstram querer planejar o seu futuro, os seus gostos, a sua profissão, etc. com a louvável intenção de evitar o máximo possível as decepções e dificuldades que certamente encontraram vida a fora, mas que tem o seu lado positivo na formação de seu caráter. E nessa tentativa errônea, de fazer com que o filho se torne aquilo que ele, talvez por falta de oportunidade, perseverança, etc., não conseguiu, acuamos os seus sentimentos, os seus sonhos e o verdadeiro motivo pelo qual veio à vida. Muitos pais se acham no direito de exercer sua vontade sobre os filhos, se esquecendo que “não somos seus pais”, mas que sim “estamos seus pais”, com a sublime missão e a responsabilidade de conduzi-los até certo ponto, tendo como base as nossas experiências, acertos, erros e os conceitos adquiridos nesta grande escola chamada VIDA.
Devemos então como pais e responsáveis pela educação de nossos filhos (consangüíneos ou não), passar os verdadeiros valores e a importância do “SER” alguém de bem, responsável, respeitoso quanto aos sentimentos alheios, amável, educado, honesto, ético, etc. e não do somente “TER” alguma coisa material. Pois o primeiro (SER) tem uma grande longevidade, ao contrário do segundo ponto (TER) que tem um tempo de vida curto; tão curto quanto dure a matéria.
Há muitos profissionais hoje em dia que não exercem as suas funções com a qualidade esperada pelo mercado, devido ao fato de não terem conquistado os seus sonhos, mas sim, os de outras pessoas. São pessoas infelizes, frustradas e que carregam em seus ombros um pesado fardo, que gradativamente, com o passar do tempo, possui a tendência de se tornar ainda mais incômodo.
Entender e aceitar que cada um possui uma natureza intrínseca, com seus respectivos sonhos e objetivos, nos ajuda a tomar os cuidados necessários para aprendermos a respeitar a liberdade de escolha dos nossos filhos e auxilia-los com todos os cuidados necessários para a consumação de suas conquistas. E quem sabe... depois de vê-los felizes, partirmos para a conquista e a concretização dos nossos próprios sonhos. Está achando que é tarde para você? Pois pode ter a certeza que não o é! Basta você reviver os seus sonhos
com a mesma intensidade de outrora, acreditar em você mesmo e partir AGORA!, NESTE EXATO MOMENTO!, para a sua conquista. Afinal, como diz Geraldo Vandré em sua eterna obra: “QUEM SABE FAZ A HORA NÃO ESPERA ACONTECER”.
Pense nisso!

Por: Marcos Ângelo Alves
(Escritor, palestrante motivacional e consultor comportamental)

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