Particularmente gosto muito das festas que antecedem o final de ano onde os maravilhosos enfeites e as luzes reluzentes já encontraram os seus espaços dentro da nossa cultura. Mas o final de ano também é um momento propício para fazermos um balanço da nossa vida e de como esta nossa “empresa” está no mercado dos sentimentos.
Nesta vida tão atribulada, é comum ouvirmos de algumas pessoas assuntos relacionados às preocupações financeiras e assuntos políticos, mas poucos comentários voltados à qualidade dos sentimentos dos que participam diretamente da nossa vida – os nossos familiares e amigos.
Meus Deus onde estão as demonstrações de carinho e atenção entre os casais e seus filhos? O que será que falta para entendermos definitivamente que tudo de material que possuímos um dia não nos valerá de nada, mas sim o respeito a amizade que cultivamos dentro de casa ou no nosso ambiente profissional?
Gosto, sempre que me é oportuno, de lembrar em minhas palestras e consultorias de uma história que resume de forma magnífica o que é realmente importante nas nossas vidas. Esta história conta que certa vez o anjo da morte visitou um casal de idade muito avançada interrompendo de forma inesperada uma união que já ultrapassara as suas cinqüenta primaveras. Enquanto o padre fazia as suas considerações finais nos momentos que antecediam o sepultamento da mulher, o homem pálido e visivelmente abatido murmurava palavras desconexas enquanto era a todo o momento amparado por seus filhos. De tempos em tempos ele deixava escapar palavras carregadas de tristezas e de forma que pudesse ser ouvida claramente pelos presentes: - “AH! COMO EU A AMAVA!”. Imediatamente seus filhos, talvez com medo de algum escândalo por parte de seu pai, corriam ao seu encontro com palavras de consolo: - “Calma pai nós sabemos dos seus sentimentos para com a mamãe!”, mas somente conseguiam abafar momentaneamente os sentimentos do velho pai sem conseguir evitar que dali alguns instantes, entre um soluço e outro, o “AH! COMO EU A AMAVA!” voltasse a interromper as pequenas frações de silêncio que se fazia presente entre uma palavra e outra do padre.
Não havia entre as pessoas que ali se encontravam, quem não se emocionasse com tamanha demonstração de amor daquele homem para com a companheira que experimentava a viagem que nem todos estão preparados para fazer. “AH! COMO EU A AMAVA!” repetia o velho homem, até que em certo momento com a voz embargada de lágrimas gritou em voz alta: “AH! COMO EU A AMAVA... E QUASE EU DISSE ISSO PARA ELA”.
(...) Não percamos mais tempo caros amigos leitores, vamos dizer “EU TE AMO” sem economia e demonstrar os nossos sentimentos de “querer bem” para com os que torcem e vibram pelo nosso sucesso. A vida passa muito rapidamente e não podemos deixar de aproveitar todos seus os momentos transformando-os em verdadeiros presentes para o nosso coração.
Um grande abraço, muita paz e boas festas! Que o término deste ano seja o início de uma nova etapa em sua vida recheada com desafios transformados em oportunidades pelas suas atitudes positivas.
Por: Marcos Ângelo Alves
(Escritor, palestrante motivacional e consultor comportamental)
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