Quando se ouve algum comentário sobre as sogras é muito comum ele vir recheado de adjetivos maldosos que de certa forma traçam uma linha demarcatória semelhante a uma guerra onde de um lado está o genro ou a nora e do outro a avó dos seus filhos. Mas quem está certo e quem está errado nesta história toda, ou melhor, será que tem alguém nesta história que seja o detentor da verdade?
Para chegarmos a uma resposta que atenda ambos os lados é necessário afastarmos da situação e do lado de fora, analisá-la de modo imparcial não deixando que nada influencie o resultado. O objetivo principal é estabelecer a paz e o respeito, que tanto as sogras quanto os genros e noras aprendam onde começam e terminam os seus limites.
As sogras que são mães amorosas na grande maioria possuem um amor enorme no coração e da mesma proporção o instinto de protegerem a integridade física e espiritual de sua prole contra todos os possíveis perigos que possam surgir. Porém nesta ânsia de fazerem certa a coisa acabam se esquecendo de que o que proporciona um resultado positivo é o de fazer a coisa certa, sendo preciso tomar certos cuidados como:
Respeitar a individualidade do casal deixando que eles cometam erros e aprendam com eles, pois como disse certa vez Gandi “Às vezes é preciso deixar que os filhos se queimem para que eles possam aprender que o fogo queima”.
Dar a opinião sobre qualquer assunto somente quando solicitado sem ter o perigo de ser catalogada como “intrometida”.
Falar somente o necessário sem se tornar prolixo e emitir sua opinião somente com conhecimento de causa sem “achismos” e muito menos sem dar uma de bidu querendo entender de tudo e de todos. Devemos lembrar que a o mundo sofre constantes mudanças e onde uma situação ou fato que foi válido ontem pode não ser hoje e muito menos amanhã.
Evitar toda maneira comentar para a(o) filha(o) (muito menos para o marido dela(e)) ou outra pessoa qualquer, esta ou aquela falha na personalidade do seu genro ou nora, mas sim exaltar os seus pontos positivos.
Procurar olhar e tratar o genro ou a nora como um(a) filho(a) também é uma ótima dica para desfazer os males entendidos, e criar um clima favorável para que a felicidade do casal seja alcançada – afinal este é o objetivo principal não é mesmo?
Lembrar sempre que apesar do ditado: “BRIGA DE MARIDO E MULHER NINGUÉM METE A COLHER” ser meio antigo ainda é muito aplicável.
E os genros e as noras o que eles podem fazer para a resolver pacificamente estas questões? PRIMEIRO: Respeite e trate a sogra como se fosse a sua própria mãe, procurando lembrar das datas importantes tais como o aniversário, dia das mães, dia das sogras, etc. SEGUNDO: Ao invés de fazer piadinhas e comentários maldosos sobre ela, elogie a sua pessoa de todas as maneiras (Lembre-se: Os fofoqueiros adoram qualquer notícia; agora imagine o efeito positivo quando a sua sogra souber que você falou bem dela!). TERCEIRO: Ouça os seus conselhos e retenha somente aqueles que passam pelo seu crivo da razão, se precavendo, porém de não discutir aqueles pontos que não “batem” com o que você pensa. E por fim o QUARTO e último: Aprenda a gostar da sua sogra e saboreie os reflexos deste sadio relacionamento junto aos seus familiares, pois pode parecer brincadeira... São eles os que mais sofrem nesta disputa absurda.
Então, aprenda a amar sua sogra afinal...
“QUEM GOSTA DO AÇÚCAR TEM QUE GOSTAR DA CANA”
(Jerônimo de Mendonça)
Um grande abraço, muito sucesso e muita PAZ!
Por: Marcos Ângelo Alves
(Escritor, palestrante motivacional e consultor comportamental)
No comments:
Post a Comment