Não é raro encontrar pessoas que ainda insistem em defender o ponto de vista que envolve a valorização da quantidade e não da qualidade. Muitos profissionais esquecem, por um motivo ou outro, que nos dias de hoje podemos nos deparar com as facilidades de nos deixar levar pela ilusão de que a quantidade produzida de determinado produto seja mais importante do que a qualidade do dito cujo.
Só para enriquecer o nosso artigo vou contar um fato que já algum tempo aconteceu com um colaborador de certa empresa na qual eu prestava uma consultoria. Ele me confidenciou durante uma de minhas palestras certo fato que ele havia presenciado ao se dirigir a um determinado salão de beleza para cortar o cabelo onde, segundo informações, cobrava um preço bem abaixo do mercado. Logo na chegada ele notou o grande número de clientes que ali estavam e durante a espera de sua vez, ficou observando a rapidez com que o profissional executava os cortes. Era um verdadeiro festival de cabelo na boca dos clientes e que lembrava muito aquele filme onde o rapaz tinha tesouras no lugar das mãos (Eduard – Mãos de tesoura). É claro que este rapaz mesmo antes de ser atendido foi logo dando um jeitinho de sair de fininho. Eu fiquei imaginando como seria no momento de lavar o seu cabelo onde talvez o profissional para ir mais rápido no seu atendimento, lavava com mangueira ao invés de uma ducha.
Devemos sempre alimentar a nossa “consciência profissional” de como os serviços de qualidade são importantes para a nossa permanência no mercado. A ação de fazer ou vender determinado produto sem observar o quesito qualidade é o mesmo que se autocondenar a ficar esquecido no mercado o que, cá para nós não é nem um pouco convidativo para quem vive de vendas ou de prestação de determinado serviço.
Outros pecam ao acumular inúmeros pedidos de clientes e da mesma forma as suas reclamações, por não terem conseguido cumprir o prometido. Dentre estes profissionais a desculpa mais esfarrapada, depois que “entorna o caldo”, é a de que não queria deixar nenhum deles tristes por já não haver naquele momento a possibilidade de assumir novos compromissos.
Como de boas intenções o inferno já está cheio, o que era para ser uma boa ação passa a ser o principal causador de portas e mais portas de estabelecimentos se fecharem definitivamente. Tudo porque “PROMETEU E NÃO CUMPRIU”
Se você empresário ou profissional liberal ainda defende este ponto de vista aonde a quantidade vem em primeiro e (se tiver chance) a qualidade em segundo lugar, procure rever os seus conceitos.
Forneça produtos de boa qualidade para de a mesma forma ter boas referências de seus clientes no futuro.
Não deixe se iludir pelo fascínio da quantidade que somente enchem os olhos e não o coração.
Busque cada vez mais a excelência no que toca a satisfação de seus clientes, e finalmente...
Faça voltar todos aqueles que foram atendidos por você, não para reclamar, mas sim para elogiá-lo e por que não... ADQUIRIR MAIS DOS SEUS PRODUTOS E DOS SEUS SERVIÇOS.
Afinal, o que manda hoje é QUALIDADE e não a QUANTIDADE.
Um grande abraço e votos de sucesso!
Por: Marcos Ângelo Alves
(Escritor, palestrante motivacional e consultor comportamental)
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